Dengue e Meio Ambiente (Blog N. 46) Divulgação: Fundação Portal do Pantanal - Painel do Paim

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Distrito Federal registra queda de 80% em casos de dengue

De janeiro até a primeira semana de julho foram contabilizados cerca de 3 mil casos. Registros de óbitos pela doença também diminuíram; comparação é com mesmo período do ano passado.

oletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal mostra que a capital federal registrou 3,3 mil casos prováveis de dengue de janeiro até a primeira semana de julho de 2017. O número é 80% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 17 mil diagnósticos.
A doença é causada por um vírus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também é vetor da febre chikungunya, do vírus da zika e da febre amarela.
Casos de óbitos por dengue também diminuíram. A pasta informou que foram nove ocorrências graves e três óbitos. Nos seis primeiros meses de 2016 ocorreram 39 casos graves e 21 mortes em residentes no DF.
As regiões administrativas que registraram o maior número de incidências foram: Planaltina (421), Samambaia (404), Ceilândia (384), Gama (249) e São Sebastião (245). Mais de 50% dos casos aconteceram entre pessoas de 20 a 49 anos.

Zika e chikungunya

O relatório divulgado nesta quarta também apresenta dados sobre a febre chikungunya e o vírus da zika no DF. Desde janeiro, foram 96 casos de chikungunya, contra 346 em 2016.
Taguatinga, com 16 casos, foi a região do DF com a maior contaminação pelo vírus. Santa Maria, Ceilândia (10), Guará (8) e Samambaia (9) também figuram entre os locais com índices maiores de casos.
Também transmitido pelo Aedes, o vírus da zika infectou 47 pessoas no DF neste ano. Em 2016, foram 313 casos. Santa Maria, Gama, Planaltina e Samambaia são áreas as que apresentam o maior número de incidências com 85% das ocorrências da doença no DF.


Postado por: Giovana M. de Araújo

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Butantan anuncia testes clínicos de vacina contra dengue em mais 4 cidades


Durante cinco anos, voluntários serão acompanhados por uma equipe médica 
Agência Brasil

Etapa da pesquisa servirá para comprovar eficácia da vacinaReuters
Mais quatro estados brasileiros começaram a testar a terceira e última etapa da vacina da dengue, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan. Os ensaios clínicos começarão no dia 5 de outubro em Brasília e Cuiabá e, no dia 19, no Recife e em Belo Horizonte. Até este momento, os testes envolvem 17 mil voluntários em 13 cidades brasileiras.
“Hoje estamos enfrentando este grande desafio. São anos de estudo. É a última fase da primeira vacina do mundo tetravalente com dose única e contra quatro tipos de vírus, com altíssimo índice de proteção. Estamos muito otimistas”, disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante uma reunião entre pesquisadores do Instituto Butantan e de 14 centros de pesquisa de todo o país que estão conduzindo os ensaios clínicos da vacina contra a dengue.
Essa etapa da pesquisa servirá para comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, dois terços receberão a vacina e um terço, receberá placebo, que é uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Ninguém – nem a equipe médica, nem o voluntário – saberão quem receberá a vacina e quem receberá o placebo. O objetivo disso é descobrir, a partir dos exames que serão coletados desses voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e se quem tomou o placebo contraiu a doença.
Os voluntários são pessoas saudáveis, que já tiveram, ou não, dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos. Durante cinco anos, eles serão acompanhados por uma equipe médica para verificar a eficácia da proteção oferecida pela vacina.
Ofensiva contra o Aedes aegypti
O governo paulista também anunciou hoje (19) uma nova ofensiva em todo o estado para evitar o avanço do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, no próximo verão.
Chamada de Todos Juntos Contra o Aedes aegypti, a campanha contará com a participação de 20 mil agentes municipais e estaduais, além de mais 30,2 mil profissionais fazendo atividades extras aos sábados, visitando imóveis públicos, privados e baldios e removendo criadouros.
“Resolvemos dar continuidade ao mutirão, primeiro, contratando os voluntários que trabalharão aos sábados, com uma remuneração de R$ 120 por sábado trabalhado. Serão mais de 30 mil voluntários”, disse o secretário estadual da Saúde, David Uip. “A segunda ação é a busca por resíduos de pneus. São mais de 300 municípios envolvidos, e vamos em busca desses pneus, que são os principais redutos de mosquitos.”
Segundo Uip, de 1º de janeiro a 31 de agosto deste ano, o número de casos de dengue em todo o estado caiu 77%, na comparação com o mesmo período do ano passado, passando de 675.129 em 2015 para 154.180 casos da doença neste ano. Também houve queda de 84% no número de óbitos por dengue, que passaram de 482 entre janeiro e agosto do ano passado para 77 este ano.
Postado por Carlos PAIM

terça-feira, 5 de julho de 2016

Historicamente, a redução no número de casos acontece a partir do mês de junho. Também houve queda nos casos de Zika. Entre fevereiro e maio deste ano, a redução foi de 99% 
Os casos de dengue deste ano, no Brasil, apresentaram queda antecipada em relação aos anos anteriores. Historicamente, a redução no número de casos era observada a partir do mês de junho. Levantamento do Ministério da Saúde aponta que, a partir do mês de março, o país começou a mostrar tendência de redução, demonstrando um comportamento diferente do habitual neste ano. Os números dos casos de dengue estão em declínio e já apresentaram redução de 99,2% no comparativo entre fevereiro e maio deste ano.
O pico da doença, quando é percebida maior incidência de casos notificados, também ocorreu antes do previsto, em fevereiro, com 106.210 casos registrados na última semana do mês. Em anos anteriores, a maior incidência de casos ocorria nos meses de abril ou maio. Já na última semana de maio, os números caíram para 779 casos da doença em todo o país. Os números reforçam, mais uma vez, que os resultados das ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, intensificadas pelo governo federal desde o final do ano passado, contribuíram para antecipação da curva de sazonalidade da doença.
“Neste ano, o declínio de casos começou antes do previsto, uma vez que, historicamente, o pico das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é em abril. As ações de combate ao mosquito da dengue, Zika e chikungunya, que foram intensificadas no país desde o fim do ano passado se mostraram efetivas e essenciais para controlar e diminuir a circulação do vetor”, avalia o  ministro da Saúde, Ricardo Barros. O ministro lembrou que se não fosse a intensificação das medidas de prevenção e o apoio da população, neste ano, os casos de dengue poderiam ainda ser mais expressivos do que no ano passado.
OLIMPÍADAS - Nas cidades onde haverá os jogos Olímpicos e Paralímpicos, os números apresentam comportamento semelhante ao nacional, com pico da doença entre fevereiro, março ou abril e queda expressiva nos meses seguintes. O município do Rio de Janeiro, por exemplo, teve o maior registro de casos prováveis de dengue na última semana de fevereiro, com 2.420 casos. Nas semanas posteriores, os dados caíram, chegando a 12 casos notificados na última semana de maio, o que representa uma redução de 99,5%.
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, relembra que na Copa do Mundo de 2014 as pessoas também tinham medo de vir ao país e pegar doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. “Durante a Copa foram registrados apenas três casos em turistas. As estatísticas mostram que o período dos jogos não é epidêmico. Isso ocorre, principalmente, porque no inverno as chuvas são menos frequentes o que dificulta a proliferação do mosquito”, afirmou.
Os números de dengue são de notificação obrigatória no Brasil desde 1961. Para os casos de Zika e chikungunya ainda não é possível fazer uma comparação, já que não há histórico de registros suficientes.
ZIKA – Os casos de Zika continuam apresentando tendência de redução. Neste ano, o pico de maior incidência de notificações da doença foi registrado na terceira semana de fevereiro, com 16.059 casos. Na última semana de maio, os registros despencaram para 12, uma queda de 99,9%.   
Em relação aos números deste ano acumulados, até o dia 28 de maio, foram registrados 161.241 casos prováveis da doença em todos os estados brasileiros. A taxa de incidência, que considera a proporção de casos, é de 78,5 casos para cada 100 mil habitantes. A transmissão autóctone do vírus no país foi confirmada a partir de abril de 2015, com a confirmação laboratorial no município de Camaçari (BA).
O vírus Zika está presente em 60 países, incluindo o Brasil, cuja população representa apenas 15% das pessoas expostas ao vírus. O Ministério da Saúde tornou compulsória a notificação dos casos de Zika em fevereiro deste ano. No entanto, antes mesmo da obrigatoriedade em todo o país, alguns estados adotaram a notificação de todos os casos suspeitos do vírus Zika, como o Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Esta iniciativa pode demonstrar um maior cuidado com as questões de prevenção e controle deste agravo na população.
CHIKUNGUNYA – Também, até o dia 28 de maio, foram registrados 122.762 casos prováveis de Chikugnunya. A transmissão está presente em 24 estados e no Distrito Federal. No mesmo período de 2015, foram 13.160 casos. Neste ano, foram registrados 17 óbitos pela doença, que ainda precisam ser investigados com mais detalhadamente, para que seja possível determinar se há outros fatores associados, como doenças prévias, comorbidades, uso de medicamentos, entre outros. A transmissão da Febre Chikungunya foi identificada pela primeira vez no Brasil em 2014. Neste ano, a doença chegou ao restante do país e, consequentemente, gerando mais registros.
MOBILIZAÇÃO - O Ministério da Saúde tem reunido esforços no combate ao Aedes aegypti, convocando o poder público e a população. O governo federal mobilizou todos os órgãos federais para atuar conjuntamente neste enfrentamento, além da participação dos governos estaduais e municipais. Neste ano, diversas ações foram organizadas em parceria com outros órgãos e entidades, como a mobilização que contou com 220 mil militares das Forças Armadas; a mobilização nas escolas, que marcou o início do ano letivo com instruções aos alunos de como prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes; além da faxina promovida pelo Governo Federal com servidores públicos, cujo objetivo foi inspecionar e eliminar possíveis focos do mosquito nos prédios públicos.
Além disso, estão em funcionamento 1.094 salas municipais e 27 salas estaduais de controle, que são coordenadas pela Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC), instituída em dezembro do ano passado pelo Governo Federal para organizar e coordenar as estratégias de combate ao Aedes aegypti.
Nas duas primeiras semanas de abril, terceiro ciclo da campanha contra o vetor, as equipes de combate ao mosquito Aedes aegypti já alcançaram 8,49 milhões de imóveis brasileiros. Foram 6,9 milhões de domicílios, prédios públicos, comerciais e industriais efetivamente vistoriados, além de 1,5 milhões de estabelecimentos que estavam fechados ou houve a recusa para acesso. Em todo o país, as visitas aos imóveis contam com a participação permanente de 266,2 mil agentes comunitários de saúde e 49,2 mil agentes de controle de endemias, com apoio de aproximadamente 5 mil militares das Forças Armadas. Juntam-se, ainda, profissionais de equipes destacados pelos estados e municípios, como membros da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.
PREVENÇÃO - É importante destacar que, para combater o Aedes aegypti e os possíveis criadouros, é necessária a adoção de uma rotina com medidas simples para eliminar recipientes que possam acumular água parada. Quinze minutos de vistoria são suficientes para manter o ambiente limpo. Pratinhos com vasos de planta, lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus e até brinquedos podem ser os vilões e servir de criadouros para as larvas do mosquito. Outras iniciativas de proteção individual também podem complementar a prevenção das doenças, como o uso de repelentes e inseticidas para o ambiente.
O Brasil tem um programa permanente de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti, com ações compartilhadas entre União, estados e municípios, durante todo o ano. Além do desenvolvimento de ações de apoio a estados e municípios, responsáveis pela coordenação e execução destas ações, o Ministério da Saúde realiza a aquisição de insumos estratégicos, como inseticidas e kits de diagnósticos, para auxiliar os gestores locais no combate ao mosquito. Os recursos federais destinados ao combate ao mosquito Aedes aegypti cresceram 39% nos últimos anos (2010-2015), passando de R$ 924,1 milhões para R$ 1,29 bilhão neste ano. Para 2016, a previsão é de um incremento de R$ 580 milhões, uma vez que o valor chegará a R$ 1,87 bilhão. Além disso, foi aprovado no orçamento um adicional de R$ 500 milhões para o combate ao Aedes.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Globo Repórter desvenda a
fascinante região do Jalapão

Programa desta sexta (13) explora o deserto das águas e conta
histórias de quem vive neste pedaço isolado no coração do Brasil


Jalapão - o deserto das águas. 

O Globo Repórter atravessa uma das mais fascinantes regiões do Brasil.
Dunas, nascentes, fervedouros. Nosso repórter suspenso no ar. Uma descida de mais de 70 metros revela a beleza do vale encantado.
Quem vive neste pedaço isolado no coração do país?
Ouro - na sua forma mais primitiva. Garimpeiros mergulham 60 metros terra adentro para extrair as pedras. Equipamentos precários e muita coragem para ganhar a vida.
E a arte do capim dourado, que garante o sustento de muitas comunidades.
A magia de uma cachoeira que despenca sobre as rochas e desaparece nas profundezas, para ressurgir muitos metros adiante em forma de rio.
A pedra furada - um limite natural para proteção da natureza.
A criatividade dos agricultores que descobriram como viver dos frutos do cerrado.
O ninho das águias chilenas. O brasileiro que adotou uma cobra. O bicho agora faz parte da família.
As misteriosas descobertas dos exploradores de cavernas. E a sabedoria de Dona Romana - a misteriosa vidente do Tocantins. Mas o que ela vê durante suas orações? 
g1globo
Postado por: Ygor I. Mendes

quarta-feira, 11 de maio de 2016

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Postado por: Ygor I. Mendes


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Casos de dengue aumentam 16,4% em SP em janeiro; avanço é maior na zona leste

O número de casos confirmados de dengue em janeiro teve aumento de 16,4% na capital paulista em relação ao mesmo período de 2015. Segundo os dados apresentados nesta terça-feira, 23, pela Secretaria Municipal da Saúde, os registros saltaram de 710 para 827. No primeiro mês deste ano, houve 5.877 notificações, ante 2.406 em 2015. A zona leste da cidade concentra o maior número de ocorrências, segundo a pasta.
Os números ainda mostram avanço da dengue na capital entre a terceira e a quarta semana de janeiro. As notificações aumentaram 44,57% e as confirmações, 56,62%.
"O cenário de mais casos está relacionado com a falta d?água, o aumento da temperatura e a maior resistência do mosquito", afirmou o secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha. Para ele, também há relação com mudanças de hábitos e a ação de profissionais de saúde. "A população está mais preocupada e atenta não só com os quadros de dengue, mas com relação ao zika e à chikungunya. A nossa população procura mais as unidades de saúde. Como a Prefeitura colocou o teste rápido em todas as unidades e orientou os profissionais, tem uma procura maior, o que aumenta a notificação." Por enquanto, não há registro de mortes por dengue no Município.
Procuradas para falar sobre a relação entre crise hídrica e dengue, a Secretaria da Saúde do Estado e a Sabesp optaram por não se pronunciar.
Presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, Artur Timerman diz que a procura da população existe, mas seu efeito em estatísticas pode ser considerado inexpressivo. "Quem tem dengue, quando a doença se manifesta, não consegue ficar em casa, porque tem febre muito alta e dor. Isso pode ter um papel, mas seria pouco expressivo."
Durante a apresentação do balanço, o secretário informou que 382.278 imóveis foram visitados até o dia 22 e, ao todo, foram encontrados 552.455 recipientes que poderiam receber criadouros do Aedes aegypti.
Zona leste
No levantamento da secretaria, a zona leste da capital aparece com mais casos. O distrito que encabeça a lista é Lajeado, com 68 registros - em janeiro de 2015, não houve nenhum. Ainda na região, destacam-se Penha (35), Parque do Carmo (24), Itaquera (23), Itaim (19) e Cangaíba (18).
Infectologista do Instituto Emílio Ribas, Jean Gorinchteyn diz que o verão mais chuvoso em relação ao do ano passado, além do menor número de pessoas infectadas na última epidemia, podem ter contribuído. "O volume de chuvas é maior neste ano do que no ano passado e isso causa um empoçamento de água e a zona leste é um palco para enchentes e inundações. Outro fator é que a região enfrentou menor concentração de dengue em relação à zona norte, que teve empenho maior de controle de focos. O mosquito encontrou uma população no leste sem imunização."
Timerman completa que a presença do tipo 4 da dengue também interfere nos registros. "Nos últimos dois anos, está prevalecendo o sorotipo 1, mas com a introdução do 4, temos um aumento dos casos", observou. Segundo o especialista, esse aumento se dá porque, ao ter um tipo de dengue, a pessoa fica imune a ele, mas ainda pode ter infecções pelos outros três sorotipos.
A zona leste será a primeira a receber duas tendas da dengue para atendimento de pacientes, a partir de hoje. Elas serão instaladas em Lajeado e em Cangaíba. "Um dos critérios é que os hospitais da região estejam 40% ocupados com atendimentos de pacientes com dengue, mas não esperamos chegar a essa situação", diz Padilha.
No ano passado, dez tendas foram instaladas na capital, em maior número na zona norte, que teve o maior número de registros. Para este ano, estão previstas ao menos 14. Elas vão funcionar das 8 às 18 horas e vão fazer 150 atendimentos por dia.
Zika
Até o momento, nenhum caso autóctone de vírus zika foi registrado na cidade. Há 47 notificações, com quatro casos importados e três de pessoas de outros municípios atendidas na capital - nenhum deles era gestante. Há três relatos descartados e os demais continuam em investigação.
O número de casos de microcefalia com possível relação com o vírus continua em seis, dos quais três foram de gestantes que vieram do Nordeste, uma mulher que viajou para Indaiatuba, no interior paulista, e duas que também viajaram por vários municípios do Estado de São Paulo com surto.
Chikungunya
Há dois casos autóctones de febre chikungunya confirmados. As vítimas são dois idosos moradores do Sacomã, zona sul. Foram notificadas 236 ocorrências, das quais 11 foram confirmadas e 212 estão em investigação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Estudo propõe edição genética para eliminar fêmeas de Aedes aegypti

A edição genética pode reduzir a população de mosquitos fêmeas e assim ajudar a controlar oAedes aegypti, vetor de vírus como zika, dengue e chikungunya, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (17) na revista "Trends in Parasitology".
Cientistas da Universidade Virgínia Tech, nos Estados Unidos, propõem a edição de um gene específico nas populações de mosquitos para levar à conversão de fêmeas em machos ou para matar a população feminina.
Qualquer desses dois resultados contribuiria para diminuir as populações total de mosquitos e a expansão dos vírus que eles transmitem, já que as fêmeas são as que necessitam de sangue para reproduzir-se, enquanto os machos se alimentam de néctar.
"Estamos provando a hipótese de que a inserção dos genes que determinam a masculinidade como o 'Nix' no genoma dos mosquitos fêmeas pode produzir machos estéreis ou inférteis ou simplesmente matar as fêmeas, duas coisas que resultariam em menos fêmeas", explicou Zhijian Tu, um dos autores principais do estudo.
"Combinar 'Nix' com a tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9 poderia nos ajudar realmente a alcançar objetivos que não se conseguiram com campanhas anteriores para erradicar o mosquito Aedes aegypti, ao introduzir genes masculinos nas populações de mosquitos", afirmou Zach Adelman, outro coautor do estudo.
A edição genética envolve, no entanto, questões éticas, razão pela qual a Academia Nacional das Ciências, Engenharia e Medicina de Estados Unidos estão elaborando atualmente recomendações para a pesquisa responsável nesse âmbito em organismos não humanos.
"A colaboração com os governos e a vontade pública serão cruciais para estabelecer testes de campo nas áreas mais afetadas pelas doenças transmitidas por mosquitos", destacou Adelman.